Montagem

A 53 dias das eleições, candidatos da 3ª via patinam nas pesquisas

Caiado, Zema e Renan não passam de 5% nos levantamentos recentes e tentam se firmar como alternativa a Lula e Flávio

A 53 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, os candidatos que tentam furar a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguem sem conseguir ganhar tração.

Os três levantamentos nacionais mais recentes mostram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) limitados a percentuais de um dígito e, individualmente, sem superar a marca de 5%.

Na pesquisa CNT/MDA divulgada nessa terça-feira (11/8), Caiado aparece com 4%, Zema, com 3,3%, e Renan, com 2,8%. Lula registra 42,4%, e Flávio, 28,7%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 5 e 9 de agosto e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026.

A comparação com a rodada anterior da própria CNT/MDA é parecido. Em junho, Caiado também tinha 4%, Zema aparecia com 2,8% e Renan, com 2%. Ou seja, o ex-governador de Goiás permaneceu no mesmo patamar, enquanto as oscilações de Zema e Renan ficaram abaixo de um ponto percentual e dentro da margem de erro.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O BTG/Nexus, divulgado na segunda-feira (10/8), apresenta cenário semelhante. Caiado marca 5%, Renan, 4%, e Zema, 3%, contra 40% de Lula e 35% de Flávio. A distância entre o terceiro colocado e Flávio, portanto, chega a 30 pontos percentuais.

O próprio levantamento classifica o cenário como de estabilidade entre os principais candidatos em relação à rodada de 3 de agosto. Foram ouvidos 2.001 eleitores por telefone entre 7 e 9 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A Genial/Quaest da semana passada aponta a mesma dificuldade. Caiado e Renan registraram 4% cada, enquanto Zema marcou 2%. Lula tinha 39%, e Flávio, 30%. Na rodada anterior, de julho, Caiado já aparecia com 4%, Zema tinha os mesmos 2% e Renan marcava 3%. A única variação entre os três foi, portanto, a oscilação de um ponto de Renan, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O cenário muda quando os nomes são testados diretamente contra Lula em eventuais segundos turnos, mas isso ainda não se traduz em força suficiente para alcançarem a segunda vaga no primeiro turno.

No BTG/Nexus, Caiado aparece com 42% contra 46% de Lula, em empate técnico. Zema registra 40% contra 47%, e Renan, 37% contra 46%. Na comparação com a rodada anterior, Caiado permaneceu com 42%, enquanto Zema repetiu os 40% e Renan, os 37%.

Candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado aparece com até 5% nas pesquisas mais recentes

Neutralidade

Parte do desafio está na transformação da estrutura partidária nos estados em apoio efetivo à candidatura presidencial. O PSD chegou às convenções com candidatos próprios ao governo em 12 estados e no Distrito Federal, mas nem todos estavam comprometidos com o palanque de Caiado.

Metrópoles mostrou que a legenda tende a preservar a neutralidade em algumas disputas estaduais por causa de alianças locais.

No Novo, Zema tinha candidatos próprios em quatro estados, enquanto o partido priorizava acordos regionais com nomes de outras siglas em outras unidades da Federação.

Renan enfrenta a estrutura reduzida do Missão. O partido tem apenas um deputado federal e, por isso, as emissoras não são obrigadas pela legislação eleitoral a convidá-lo para os debates.

A estratégia relatada por aliados a este portal é justamente usar esses eventos para aumentar o conhecimento nacional sobre o candidato. Em julho, integrantes da campanha projetavam que Renan poderia chegar ao início da campanha com cerca de 10% das intenções de voto, patamar que ainda não aparece nos levantamentos mais recentes.

A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto e a propaganda gratuita no rádio e na televisão, em 26 de agosto.

Até aqui, porém, CNT/MDA, BTG/Nexus e Genial/Quaest convergem em mostrar que Caiado, Zema e Renan continuam distantes dos dois primeiros colocados, sem registrar avanço significativo capaz de romper a polarização a menos de dois meses da votação.

Fonte: Metrópoles

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Últimas notícias
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore