O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (25/5)
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã está cobrando taxas por “serviços de navegação” a navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25/5) em coletiva de imprensa pelo porta-voz, Esmaeil Baghaei.
Segundo ele, “os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”.
Esmail informou que, no entanto, o Irã não pretende cobrar pedágio.
Nas redes sociais, o porta-voz do Parlamento iraniano Ebrahim Rezaei afirmoiu que “durante a guerra militar, nossa tática era olho por olho; na guerra diplomática, é ação contra ação”.
“Não acreditem no blefe do presidente fracassado; o tempo está contra os americanos. Se eles querem um acordo, devem negociar; se querem gasolina a 6 dólares, devem manter-se firmes e blefar até que a grama cresça debaixo dos seus pés. O Irã não se curva à força nem às ameaças”, escreveu Ebrahim após nova ameaça de Donald Trump contra o país.
Negociações
Nesse domingo (24/5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã avançam de forma “ordenada e construtiva” e indicou que não tem pressa para concluir um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Em publicação nas redes sociais, o republicano criticou o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama e afirmou que as tratativas conduzidas por sua administração seguem na direção oposta.
“Um dos piores acordos já feitos pelo nosso país foi o Acordo Nuclear com o Irã. (…) Não é o caso da transação que está sendo negociada pela administração Trump. É exatamente o oposto”, escreveu.
Segundo Trump, os Estados Unidos manterão as restrições econômicas contra Teerã até que um eventual entendimento seja concluído.
“O bloqueio permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, declarou.
Fonte: Metrópoles




