Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,45%, cotado a R$ 4,986. Ibovespa, por sua vez, avançou 0,72%, aos 178,3 mil pontos
O dólar opera em alta, nesta sexta-feira (15/5), com o mercado financeiro chegando ao fim da semana em estado de alerta em função da turbulência gerada por fatores políticos internos nos últimos dias.
Os investidores monitoram os números da nova pesquisa eleitoral do Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República. O levantamento será divulgado nesta sexta e é o primeiro após a divulgação do áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
No front internacional, o mercado repercute a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim, onde se reuniu com o líder chinês, Xi Jinping. Os desdobramentos das negociações entre norte-americanos e iranianos em torno do possível fim da guerra também continuam no radar.Play Video
Dólar
- Às 10h14, o dólar subia 1,4%, a R$ 5,056.
- Mais cedo, às 9h11, a moeda norte-americana avançava 0,99% e era negociada a R$ 5,036.
- Na cotação máxima do dia, o dólar bateu R$ 5,058. A mínima é de R$ 5,018.
- Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,45%, cotado a R$ 4,986.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,69% no mês e perdas de 9,16% no ano frente ao real.
Ibovespa
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), opera em baixa no pregão.
- Às 10h17, o Ibovespa recuava 1,42%, aos 175,8 mil pontos.
- No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,72%, aos 178,3 mil pontos.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 4,78% em maio e valorização de 10,7% em 2026.
Datafolha sai após novo “Flávio Day”
No cenário doméstico, o principal destaque do dia é a divulgação da nova pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial. O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas, foi feito entre terça-feira (12/5) e quinta-feira (14/5).
Na pesquisa anterior do Datafolha, em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia na liderança do primeiro turno, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%.
Na sequência, apareciam Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Romeu Zema (Novo), com 4%; Renan Santos (Missão), com 2%; Aldo Rebelo (DC), com 1%; e Cabo Daciolo, com 1% das intenções de voto.
Na última quarta-feira, o mercado financeiro viveu uma nova versão do “Flávio Day”, com forte impacto na Bolsa de Valores do Brasil (B3) após a notícia publicada pelo site Intercept Brasil que mostrou que Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados por Flávio, filho de Bolsonaro e pré-candidato do PL à Presidência da República.
Assim que a reportagem foi publicada com o áudio do pedido e das cobranças de Flávio a Vorcaro, o Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, despencou – e o dólar engatou forte alta, terminando a sessão novamente na casa dos R$ 5.
O primeiro “Flávio Day” ocorreu em dezembro do ano passado, quando o senador foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto – e a notícia derrubou a Bolsa, com um tombo de mais de 4% na ocasião. À época, o nome preferido pelo mercado para a corrida presidencial era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Fonte: Metrópoles





