A decisão liminar da Justiça determinou que a Saneago apresente o plano emergencial e adote providências para reduzir os impactos do desabastecimento de água
A cidade de Águas Lindas de Goiás, localizada a 202 km de Goiânia, tem enfrentado recorrentes faltas de abastecimento de água. Por causa dessa crise hídrica, a procuradoria-geral do município ingressou com a ação coletiva em desfavor da Saneago. A decisão da Justiça é que a empresa de saneamento apresente um plano emergencial de obras e investimentos, além de reforçar o atendimento com caminhões-pipa para escolas, unidades de saúde e residências afetadas.
Segundo vídeo nas redes sociais da prefeitura de Águas Lindas de Goiás a Justiça atribuiu a Saneago multa diária, para o caso de falta d’água e não abastecimento por meio de caminhões-pipas. Além disso, foi exigido a apresentação do plano de desenvolvimento de obras ao município. O intuito é que não haja mais falta de água, nos próximos anos, como aconteceu em 2025.
A Saneago enviou nota resposta ao Jornal Opção, que afirma que a cidade de Águas Lindas de Goiás com abastecimento de água tratada universalizado, muito antes de 2033 – prazo estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento. “Mesmo assim, o Consórcio Saneago/Caesb segue investindo, fortemente, para dar mais segurança hídrica à população”.
Ainda de acordo com a nota foram investidos mais de R$ 85 milhões, considerando somente os últimos três anos e meio, para construção de seis novos Centros de Reservação. Esses centros tem a capacidade total para 12 milhões de litros de água, adutoras de grande diâmetro e redes de distribuição. “Com isso, a população já conta com nova reservação, fortalecendo a regularidade do fornecimento de água”, complementa.
Complementação da nota:
A Saneago esclarece ainda que, durante a estiagem, ocorreram períodos de instabilidade no abastecimento de Águas Lindas de Goiás nos períodos de pico de consumo. Portanto, não houve colapso no fornecimento de água no município. A Companhia explica ainda que cumpriu a liminar para abastecer os locais com caminhão pipa.
Além disso, equipes técnicas identificaram que várias situações de desabastecimento ocorreram devido a questões internas dos imóveis, de responsabilidade dos moradores, como falta de sistema de bombeamento interno – previsto em norma – para edificações com mais de 7 metros de altura (Resolução Normativa nº 009/2014 da AGR).
Por fim, vale registrar que o juiz da causa reconheceu os esforços da Saneago para resolver a regularidade do abastecimento de forma perene.
Fonte: Jornal Opção






