Saúde adia novamente retomada de cirurgias eletivas no DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) adiou mais uma vez a retomada das cirurgias eletivas na rede pública do Distrito Federal. Segundo o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Barron Sanchez, o “retorno gradual vai acontecer em uma a duas semanas”. A pasta chegou a anunciar o retorno para 26 de outubro e até realizou procedimentos oftalmológicos. À época, a secretaria disse que as operações em outras especialidades seriam retomadas “nos próximos dias”, mas isso ainda não ocorreu. Informações do G1.

O atendimento está suspenso desde junho, por conta da pandemia do novo coronavírus. Foram mantidas as cirurgias apenas em casos urgentes e de risco .De acordo com o secretário-adjunto, o novo prazo está de acordo com estimativa de recebimento de insumos para os atendimentos.

“Temos o quantitativo de abastecimento, que vai ser colocado logo, em nível suficiente para as atividades que estamos executando neste momento. Quando a gente começa a observar a entrada das cirurgias eletivas, vamos ter ciência que precisamos de uma quantidade ainda maior para não impactar, não haver desabastecimento”, disse Petrus.

Cirurgias no DF

Desde a suspensão das cirurgias eletivas, a Secretaria de Saúde tem sido obrigada a operar pacientes que conseguiram decisões judiciais para garantir o atendimento. Um dos casos foi a exceção aberta para procedimentos oftalmológicos. Em setembro, a Justiça do DF deu prazo de 45 dias para o GDF zerar a lista de espera do setor, a pedido da Defensoria Pública.

A suspensão não afetou casos de tratamento contra o câncer, problemas cardiovasculares e transplantes de órgãos. O governo do DF está readaptando as vagas nos hospitais públicos após redução nos números de novos casos da Covid-19. Desde o final de setembro, houve a desativação de leitos reservados para infectados pelo novo coronavírus.

Em 15 de outubro, as atividades do Hospital de Campanha do Mané Garrincha foram encerradas. Além disso, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que atendia exclusivamente casos de Covid-19 desde abril, já abriga pacientes não infectados em um dos andares.

Hospital de campanha pendente

Enquanto há desmobilização em diversas unidades para atendimento dos casos da Covid-19, o hospital de campanha de Ceilândia, obra anunciada em junho, não foi entregue. A região lidera os números da pandemia no DF, com 26.589 casos e 686 mortes, de acordo com boletim divulgado nesta terça.

À época do anúncio do hospital, o governo informou que a unidade ficaria pronta em 40 dias, ao custo R$ 15,5 milhões. No entanto, na coletiva desta tarde, o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, informou que a nova estimativa de conclusão é em 20 de novembro. No entanto, ainda não há previsão de quando serão enviadas as equipes médicas. “”Ele [o hospital] vai ser equipado e ele vai ficar aguardando a necessidade ou não”, disse.

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