Ao menos 160 habitantes de uma zona da comunidade peul (também conhecida como fulani) no Mali foram assassinados no sábado (23) por supostos membros de grupos de caçadores da etnia dogon, na região da fronteira com Burkina Faso, disse à AFP uma fonte de segurança malinense.”O novo balanço é de 160 mortos e provavelmente serão mais”, declarou à AFP Amadou Diallo, vereador de Bankass, a principal localidade da zona, ao denunciar “uma depuração étnica”.
O ataque ocorreu há dois dias, e as tensões aumentaram desde que o governo começou a combater extremistas em seus territórios desérticos. Além dos mais de 130 mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas.
Ministro da Justiça do Mali visita sobreviventes de massacre no hospital Reuters/ ORTM / SOCIAL MEDIA WEBSITE/Direitos reservados
O prefeito da cidade vizinha de Bankass, Moulaye Guindo, responsabilizou pelo ataque um grupo de caçadores de Dogon que convive com os Fulani em clima de permanente tensão.
O ataque ocorreu quando uma delegação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) visitava a região do Sahel, na África Ocidental, para avaliar a ameaça jihadista.
Apesar de os jihadistas terem sido expulsos por uma operação militar liderada pela França em janeiro de 2013, os atuais esforços das forças de paz da ONU e a criação de uma força militar de cinco nações, a violência extremista na região permanece.
O Mali está localizado na África Ocidental, tem cerca de 17,9 milhões de habitantes e uma população basicamente muçulmana (90%), apenas 5% são cristãos e o restante, de diversas religiões. O idioma oficial é francês, mas há outras línguas faladas no país.
*Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha.







