O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, anunciou uma mudança de gabinete e um compromisso político dos dois partidos do governo para permanecer unidos. Isso coloca um fim à crise que minou a confiança na capacidade do país de levar adiante os termos do acordo de resgate financeiro.
“Alcançamos um acordo amplo e sólido para superar a crise”, sustentou Passos Coelho após encontro de seu partido, o PSD, com o CDS-PP, de Paulo Portas, que havia comunicado sua renúncia do ministério de Negócios Estrangeiros.
Como parte do acerto, Portas vai ocupar o cargo recém-criado de vice-primeiro-ministro, responsável pela coordenação das políticas econômicas e da relação do governo com seus credores internacionais – União Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE).
Portas iniciou a crise política no início da semana ao apresentar sua renúncia depois de discordar com a indicação para a direção da pasta das Finanças.
“Nossa obrigação, enquanto líderes dos partidos que dão suporte ao governo, é assegurar a estabilidade política”, comentou Passos Coelho em coletiva de imprensa, ao lado de Portas, que não fez comentários. “O acordo reúne as condições políticas necessárias para garantir estabilidade até o fim da legislatura”, acrescentou o premiê.
O primeiro-ministro português confirmou ainda que Maria Luís Albuquerque vai ser ministra das Finanças, como o proposto originalmente, mas ainda vai haver outras mudanças significativas, sem entrar em detalhes.
Ontem, o português Jornal de Negócios havia adiantado que Portas continuaria no governo e ficaria com o cargo de vice-premiê, respondendo pela coordenação econômica.
O acerto político divulgado neste sábado ainda precisa da aprovação do presidente Aníbal Cavaco Silva, que vai se reunir com todos os partidos políticos, inclusive os da oposição, na segunda e na terça-feira. Informações do Valor.







